Economia
Qual o valor do salário mínimo em 2025? Veja o que muda e quando começa a valer
Salário mínimo é de R$ 1.518 desde 1° de janeiro deste ano, um aumento de R$ 106 em relação ao mínimo de 2024. Esse é o primeiro reajuste feito já com as novas regras de correção do mínimo valendo.
Adriano Toffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo
A virada de ano trouxe para os trabalhadores de todo o Brasil um valor atualizado para o salário mínimo e uma nova regra para a correção anual desse valor.
A partir de 1° de janeiro de 2025 o salário mínimo, que é a menor remuneração que um trabalhador formal pode receber no país, é de R$ 1.518. O reajuste foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última sexta-feira (27).
Quem recebe um salário mínimo ou benefícios vinculados a esse valor, como o seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), por exemplo, receberá o valor atualizado a partir do início de fevereiro.
A correção representa um aumento de R$ 106 em relação aos R$ 1.412 válidos no ano passado;
A alta de um ano para o outro é de 7,5%;
O reajuste é válido para os salários referentes ao trabalho realizado de janeiro de 2025 em diante;
Lula sanciona projeto do pacote fiscal que muda reajuste do salário mínimo
Como será o reajuste do salário mínimo a partir de agora?
Essa é a primeira correção anual do salário mínimo com a nova regra de reajustes, sancionada por Lula na última semana do ano como parte do pacote de cortes de gastos do Governo Federal.
A regra determina que, entre 2025 e 2030, o aumento real do salário mínimo ficará limitado a 2,5%;
Aumento real é o quanto o salário sobe acima da variação da inflação;
Se os rendimentos do trabalhador não acompanham, no mínimo, a variação da inflação, ele perde o poder de compra — ou seja, consegue consumir uma quantidade menor de produtos e serviços com o mesmo valor.
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Como são calculados os novos valores do salário mínimo?
A correção do salário mínimo é calculada pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior mais o Produto Interno Bruto (PIB) do país dois anos antes.
Assim, em 2025:
o INPC de 12 meses até novembro foi de 4,84%;
o PIB de dois anos antes foi de 3,2%;
o reajuste pelos dois indicadores levaria o salário mínimo a R$ 1.528.
No entanto, a nova regra que limita o aumento do salário mínimo em 2,5% acima da inflação reduziu o reajuste do mínimo em cerca de R$ 10, de acordo com membros do governo ouvidos pelo g1.
O novo teto de crescimento do piso salarial faz parte do pacote de medidas apresentado pelo Ministério da Fazenda para equilibrar as contas públicas.
O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional às vésperas do recesso de deputados e senadores, em dezembro.
Segundo projeção do Ministério da Fazenda, o teto de crescimento do salário mínimo deve levar a uma economia de até R$ 15,3 bilhões nos próximos anos.
A redução nos gastos é esperada porque uma série de benefícios sociais e previdenciários são vinculados ao salário mínimo — ou seja, são reajustados com base no piso definido anualmente.
De acordo com cálculos do governo, cada R$ 1 de aumento do salário mínimo cria uma despesa de aproximadamente R$ 392 milhões.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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