Economia
Quase 90% dos quilombolas vivem fora de territórios delimitados
Apesar de existirem quase 3 mil comunidades que se autodeclaram quilombolas, apenas 494 territórios são oficialmente delimitados para essa população. População quilombola no Brasil: saiba os principais dados do Censo 2022
Entre as 1,3 milhão de pessoas autodeclaradas quilombolas no Brasil, 87,41% (1,16 milhão) não mora nos 494 territórios formalmente delimitados para essa população.
É o que divulgou nesta quinta-feira (27) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na primeira pesquisa do Censo que identificou a população quilombola.
Os estados com mais quilombolas que moram fora de territórios delimitados estão nas regiões Norte e Nordeste.
A pesquisa do IBGE cita que existem 2.921 certificados de autoatribuição concedidos a comunidades quilombolas pela Fundação Cultural Palmares (FCP).
Mas o IBGE considerou como territórios oficialmente delimitados apenas aqueles que apresentavam alguma delimitação formal no acervo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ou dos órgãos estaduais e municipais que tenham competência fundiária.
Entre os territórios delimitados, 147 são regularizados através da titulação da terra. Esse processo dá mais estabilidade à comunidade porque garante que a área não poderá futuramente ser dividida, penhorada ou repassada a outro dono.
Nos 147 territórios titulados do Brasil, moram 57.442 pessoas quilombolas — 4,3% do total dessa população.
Mas ainda existem outros 1.802 processos de regularização fundiária abertos no Incra para terras quilombolas, ainda de acordo com a pesquisa do IBGE.
O restante dos quilombolas, formado por 167 mil pessoas que moram em 494 território delimitados, se concentra nos mesmos estados.
Veja todos os territórios oficialmente delimitados no mapa abaixo.
SAIBA MAIS DO CENSO IBGE:
Quase 70% da população quilombola está no Nordeste; veja ranking por estado
Onde estão e quais são as 5 cidades com mais quilombolas no país
Quase um terço dos quilombolas do Brasil mora na Amazônia Legal
O que são quilombos
Historicamente, os quilombos eram espaços de liberdade e resistência onde viviam comunidades de escravizados fugitivos entre os séculos XVI e XIX.
Cem anos depois da abolição da escravidão, a Constituição de 1988 criou a nomenclatura “remanescentes de comunidades de quilombos” — expressão que foi sendo substituída pelo termo “quilombola” ao longo dos anos.
Uma pessoa que se autodetermina quilombola tem, portanto, laços históricos e ancestrais de resistência com a comunidade e com a terra em que vive.
LEIA MAIS:
Racismo fundiário: negros são maioria no campo, mas têm menos terras do que brancos
Quilombo Cafundó luta pela terra há 150 anos e mantém viva tradição dos ancestrais
Quilombolas usam técnicas centenárias de plantio que incluem observação da lua e roça de coivara
Gente do Campo: quilombo Cafundó luta pela terra há 150 anos e mantém viva tradição dos an
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


