Economia
Quem é Leonid Radvinsky, bilionário ucraniano dono do OnlyFans, que ganhou R$ 4,5 milhões por dia em 2022
Discreto nas redes sociais e avesso à entrevistas, Radvinsky hoje mora na Flórida, nos EUA, tem 41 anos e desponta como o #1434 bilionário na lista da Forbes. Leonid Radvinsky em foto publicada no LinkedIn
Reprodução LinkedIn
Nascido na cidade de Odesa, na Ucrânia, Leonid Radvinsky é proprietário do OnlyFans, plataforma fundada em 2016 que, originalmente, funcionava como uma rede social em que criadores podiam cobrar pelo acesso a qualquer tipo de post — de cursos a performances artísticas. Apesar disso, o site estourou mesmo em meados de 2020, com a compra e venda de conteúdo erótico.
Discreto nas redes sociais e avesso à entrevistas, Radvinsky hoje mora na Flórida, nos EUA, tem 41 anos e desponta como o #1434 bilionário na lista da Forbes. De acordo com a publicação, a fortuna do ucraniano é de U$ 2,1 bilhões. Só no ano passado, graças ao lucro do OnlyFans, Radvinsky ganhou R$ 4,5 milhões por dia (leia mais ao fim da reportagem).
Em um site atribuído ao bilionário, Radvinsky afirma que passou “as últimas duas décadas construindo empresas de software e contribuindo para o movimento de código aberto”.
Logo do OnlyFans é visto em computador. Plataforma é conhecida por conteúdo erótico
Andrew Kelly/Reuters
Também no site, que não tem a data da última atualização, Radvinsky afirma que doa “muito tempo, esforço e dinheiro para causas sem fins lucrativos, como iniciativas de código aberto e instituições de caridade tradicionais”.
Entusiasta de assuntos ligados a helicóptero, o site também informa que Radvinsky é um “aspirante a piloto com cerca de 95 horas de voo, principalmente em um Bell 206B-3 JetRanger”.
De acordo com a BBC, Radvinsky doou para seu país natal, que no início de 2022 foi invadido pela Rússia, usando criptomoeda. O valor, segundo a publicação, que cita a CoinDesk, chegou a mais de US$ 1,3 milhão.
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O começo e o OnlyFans
O negócio de Radvinsky começou quando ele ainda era estudante de economia da Northwestern University e fundou, no fim dos anos 1990, uma empresa chamada Cybertania. Segundo a Forbes, ele comandava sites que disponibilizavam senhas hackeadas.
Em 2018, o ucraniano comprou uma participação na OnlyFans, fundado em 2016, e então pertencente à família Stokely, do Reino Unido.
Na última quinta-feira (24), Fenix International, controladora do OnlyFans, informou que os usuários da plataforma gastaram US$ 5,5 bilhões no serviço em 2022, o que representa um crescimento de 16% em relação ao ano anterior.
Em um documento, a empresa disse que o lucro líquido foi elevado para US$ 525 milhões no ano fiscal encerrado em 30 de novembro, contra US$ 433 milhões em 2021. Com isso, Radvinsky “abocanhou” US$ 338 milhões em dividendos em 2022, segundo a Bloomberg, o que significa R$ 4,5 milhões por dia em 2022
Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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