Economia
Reforma de pastagem ajuda a aumentar os ganhos com o rebanho
Reforma da pastagem garante alimento de qualidade para o gado o ano inteiro e aumenta a produtividade
Reprodução/TV TEM
Para a alimentação do gado, o solo é a base de tudo, quando o pasto perde a qualidade, o rebanho sente. Em Araçatuba (SP) uma fazenda com mais de duas mil cabeças de bois, tem investido na reforma periódica da pastagem para garantir a produtividade.
A fazenda conta com um sistema de integração lavoura-pecuária, começando com o preparo do solo, seguido do plantio conjunto de milho e capim. Quando o milho nasce e vira silagem para o cocho, o capim que é espalhado se desenvolve pois ele fica protegido, até que o gado possa se alimentar novamente.
Esse manejo ajuda o produtor a ter tranquilidade em ter o alimento aos animais o ano inteiro. Quando o pasto se degrada, é necessário ver se está sendo ocasionada por pragas, o clima seco e a falta de correção do solo. Por isso é necessário realizar análises periódicas e adubação correta.
Em uma outra propriedade na cidade de Buritama (SP), cerca de 350 animais aproveitam o solo bem manejado e rico em proteína. Eloá Cabrera, engenheira florestal, explica que a correção da terra com calcário, fósforo e microrganismos fixam nitrogênio mantém o pasto ativo mesmo na seca e garante brotação rápida.
Os pastos improdutivos acumulam ervas daninhas, enquanto solos corrigidos retomam a vitalidade. Como explica Daniel Miotto, técnico em agricultura, “no campo recuperado, o capim cresce denso e nutritivo. Cada tipo de solo responde de um jeito, e a calagem evita que o alumínio ocupe espaço dos nutrientes”.
Veja a reportagem exibida no programa em 30/11/2025:
Reforma de pastagem ajuda a aumentar os ganhos com o rebanho
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Economia
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Economia
Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários
Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.
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