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Política

Renata Regina propõe taxação de escolas particulares, mecanismos de poder popular e ampliação do passe livre no transporte

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Candidata ao governo de Minas pelo PCB, Renata Regina foi a sexta entrevistada da série do g1. A candidata Renata Regina é entrevistada pelo podcast Frango com Quiabo
Carolina Caetano/g1
A candidata do PCB ao governo de Minas Gerais, Renata Regina, foi a sexta entrevistada na série do g1, que teve início no dia 22 de agosto.
Às jornalistas Liliana Junger e Thais Pimentel, Renata Regina defendeu a taxação de escolas particulares para o financiamento das instituições públicas de ensino e a criação de mecanismos de poder popular para a definição de políticas públicas.
Renata Regina, candidata do PCB ao governo de Minas, é entrevistada pelo g1
Ela também disse que é preciso rever as concessões do serviço de transporte público e ampliar a gratuidade para outros públicos, como desempregados.
Romeu Zema (Novo) abriu a série de entrevistas com os candidatos ao governo de Minas, na última segunda-feira (22). Nesta terça-feira (23), foi a vez de Carlos Viana, do PL. Na quarta-feira (24), Alexandre Kalil (PSD). Os três candidatos tiveram 5% ou mais na pesquisa Ipec de 15 de agosto e, por isso, foram entrevistados ao vivo.
Os demais candidatos ao governo de Minas participaram de entrevistas gravadas. A de Marcus Pestana (PSDB) foi transmitida no dia 25 de agosto, e a de Indira Xavier (UP), no dia 26.
As entrevistas de Lorene Figueiredo (PSOL), Vanessa Portugal (PSTU), Cabo Tristão (PMB) e Lourdes Francisco (PCO) serão exibidas até 2 de setembro.
A entrevista de Renata Regina foi gravada no dia 24 de agosto.
VEJA COMO FORAM AS OUTRAS ENTREVISTAS:
Carlos Viana quer refazer acordo com a Vale, assume que candidatura dele foi ‘plano B’ e defende câmeras nas fardas de policiais
Alexandre Kalil diz que tem vergonha de falar de metrô, vai revogar o Regime de Recuperação Fiscal e que não está preocupado com pesquisa
Romeu Zema diz que 10 a 15 PMs são demitidos todos os meses, defende privatização da Cemig e promete reformar todas as escolas
Marcus Pestana diz que não existe velha e nova política, vai priorizar entrega de hospitais e não permitirá mineração na Serra do Curral
Indira Xavier defende política de combate à violência contra mulher, participação popular no orçamento e estatização do transporte
Taxação da educação privada
Renata Regina disse que, se eleita, pretende propor a taxação progressiva das escolas particulares para o financiamento das instituições públicas de ensino e, posteriormente, o fim do sistema privado de educação.
“Nós entendemos de forma muito comprometida e consequente que a educação não pode em hipótese alguma ser tratada como mercadoria. Portanto, não deveria ser comercializada como uma prestação de serviço”, afirmou a candidatada.
Segundo ela, a educação pública, integral e de qualidade deve ser universal.
Poder popular
Renata defendeu a criação de mecanismos de poder popular para que a população possa participar da discussão, decisão e implementação de políticas públicas.
Uma das propostas da candidata é instituir uma assembleia popular, que atuaria em conjunto com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), e conselhos do poder popular, que seriam organizados por temas como segurança pública, saúde e educação.
“O que a gente propõe é que exista o mais intenso e profundo debate envolvendo toda a população, inclusive os adolescentes (…) Não serei eu falando, por exemplo, por uma mulher indígena, eu não sou indígena. Não serei eu falando por uma pessoa com deficiência, essas pessoas mesmo vão ter voz”, falou Renata.
Transporte público
A candidata disse que é necessário rever as concessões do serviço de transporte público para empresas privadas.
Segundo ela, é necessário investir recursos do orçamento estadual no transporte para possibilitar, em um primeiro momento, a gratuidade para estudantes, idosos e desempregados. O objetivo final é o passe livre para todos os usuários.
“A gente precisa pensar em um transporte que seja público de fato, em nível estadual, e promover a integração desse transporte. Nem a Região Metropolitana de Belo Horizonte tem integração de transporte”, afirmou.
Aborto
Embora não seja atribuição do governo do estado decidir sobre o tema, Renata Regina disse que é preciso avançar no debate sobre o aborto para que ele deixe de ser tratado como tabu e caso de polícia.
No Brasil, o aborto é permitido em três situações: quando a gravidez é decorrente de estupro, em casos de risco à vida da gestante ou quando há um diagnóstico de anencefalia do feto.
“O aborto é uma realidade e é a quarta causa de mortalidade materna no nosso país justamente por ser ilegal. As mulheres que têm recursos, que têm acesso a condições até mesmo de ir para fora do país, conseguem fazer em condição de segurança, sigilosamente. Mas o que precisa determinar esse debate é a questão de saúde pública mesmo”, falou a candidata.
Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:
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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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