Economia
‘Shutdown’: entenda a batalha orçamentária que pode provocar paralisação do governo dos EUA
Trump se reúne com Netanyahu nesta segunda-feira (29)
Com o orçamento do governo dos Estados Unidos prestes a expirar à meia-noite de terça-feira (30), republicanos e democratas no Congresso não dão sinais de chegar a um acordo sobre uma solução provisória que evite a paralisação.
O presidente Donald Trump marcou uma reunião com líderes do Congresso na Casa Branca nesta segunda-feira (29), em uma última tentativa de superar o impasse.
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Os democratas, porém, indicaram que não pretendem aprovar o plano de curto prazo defendido pelos republicanos sem alterações.
Caso não haja consenso sobre uma nova lei orçamentária, a paralisação — que já ocorreu outras vezes no país — deve começar em 1º de outubro, e tudo aponta para esse cenário.
O que é ‘shutdown’?
“Shutdown” significa literalmente paralisação. Nos Estados Unidos, o termo é usado para descrever quando o governo federal suspende parte de suas atividades porque o Congresso não aprovou a lei do orçamento ou um crédito temporário para financiar os gastos públicos.
Sem autorização para gastar, o governo dos EUA precisa suspender parte de suas atividades.
🔎 Se o Congresso não agir, milhares de funcionários do governo federal poderão ser dispensados, desde a Nasa até os parques nacionais, e uma ampla gama de serviços será interrompida. Os tribunais federais podem ter que fechar e os subsídios para pequenas empresas podem sofrer atrasos.
No entanto, essa disputa vai além do financiamento temporário. Trata-se da continuidade de um embate que começou quando Trump assumiu o cargo, em janeiro, e se recusou a liberar bilhões de dólares já aprovados pelo Congresso.
Os democratas querem usar a ameaça de paralisação para recuperar parte desses recursos e manter os subsídios de saúde que expiram no fim do ano.
Estão em jogo US$ 1,7 trilhão (cerca de R$ 9 trilhões) em gastos discricionários que mantêm as operações das agências e expiram no fim do ano fiscal, na próxima terça-feira, caso o Congresso não aprove a prorrogação.
Esse valor representa cerca de um quarto do orçamento total de US$ 7 trilhões (aproximadamente R$ 37 trilhões) do governo. A maior parte do restante é destinada a programas de saúde, aposentadoria e ao pagamento de juros da dívida, hoje em US$ 37,5 trilhões (R$ 200 trilhões).
As atenções estarão voltadas para Trump, que culpa os democratas pelo impasse, e para o líder da oposição no Senado, Chuck Schumer, que precisará manter sua base unida para alcançar os objetivos do partido.
A Câmara dos Deputados, sob controle republicano, aprovou por margem apertada, em 19 de setembro, um projeto para manter o financiamento das agências até 21 de novembro.
No Senado, onde eram exigidos 60 votos para aprovação, a proposta foi rapidamente rejeitada.
O ouro atingiu um recorde acima de US$ 3.800 (R$ 20 mil) por onça nesta segunda-feira (29), acompanhando a valorização dos metais preciosos diante da queda do dólar e preocupações dos investidores com o ‘shutdown’.
Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos
AP Photo/Julia Demaree Nikhinson
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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