Economia
Trabalhadores da Toyota de Indaiatuba aprovam layoff após paralisação de unidades
Assembleia realizada com trabalhadores da fábrica da Toyota, nesta segunda-feira (29), em Indaiatuba (SP)
Derci Jorge Lima/Arquivo pessoal
Os trabalhadores da montadora Toyota de Indaiatuba (SP) aprovaram, na manhã desta segunda-feira (29), a proposta de layoff apresentada pela empresa. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região.
🔎 Layoff é a suspensão temporária do contrato de trabalho ou a redução da jornada, uma alternativa à demissão em massa, que permite às empresas evitar crises econômicas ou reestruturações que envolvam dispensar funcionários.
Segundo Derci Jorge Lima, diretor do sindicato, a adesão dos trabalhadores foi de aproximadamente 99%. A proposta garante estabilidade no emprego e pagamento integral da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
A fábrica de Indaiatuba, assim como a unidade de Sorocaba (SP), foi impactada pelo vendaval que atingiu a fábrica de motores da Toyota, em Porto Feliz (SP), na segunda-feira (22).
Toyota suspende produção de veículos por tempo indeterminado na fábrica de Indaiatuba
O que prevê a proposta?
Entre os pontos aprovados na assembleia estão:
Férias emergenciais de 20 dias, de 1º a 20 de outubro, para colaboradores das operações de produção.
Layoff de 60 dias, a partir de 21 de outubro, podendo ser prorrogado mensalmente por até 150 dias.
Pagamento de 100% do salário para trabalhadores que recebem até R$ 10 mil.
Pagamento integral do PLR.
Manutenção de benefícios como vale-alimentação e assistência médica.
Planta de Indaiatuba
Instalada em 1998, a fábrica da Toyota em Indaiatuba foi a segunda da marca no Brasil e fabricou mais de 1 milhão de unidades do modelo Toyota Corolla. Atualmente, a unidade conta com 1600 trabalhadores.
Em maio do ano passado, a empresa acertou acordo para fechar a unidade de Indaiatuba até 2026, transferindo a operação para a fábrica de Sorocaba, que seria ampliada. A previsão é de que isso aconteça até julho.
Segundo Lima, o planejamento não será alterado por conta da suspensão das atividades após o vendaval.
Fábrica de motores da Toyota, em Porto Feliz (SP), teve a cobertura arrancada pelo vento
Vinicius Rogillim/Arquivo Pessoal
O que diz a Toyota?
Leia, abaixo, o posicionamento divulgado pela empresa em 25 de setembro:
“A Toyota informa que, felizmente, encontram-se bem todos os seus colaboradores e prestadores de serviço afetados pelas fortes chuvas e ventos que danificaram severamente a estrutura da fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz (SP), na última segunda-feira (22/09), e que segue cuidando das pessoas de forma ativa.
Ainda nesse sentido, a companhia aproveita a oportunidade para agradecer as várias manifestações de solidariedade recebidas de fornecedores, concessionários, governo, fabricantes e clientes. Também manifesta sua solidariedade a todas as pessoas que vivenciaram esse episódio sem precedentes.
No que tange à Planta de Porto Feliz em si, o levantamento de danos prossegue com bastante cuidado, a fim de permitir o desenvolvimento dos respectivos planos de reparo, mantendo a segurança das pessoas como a maior prioridade.
Em uma primeira análise, a retomada da planta de motores deverá levar meses e, considerando essa situação, a empresa está buscando alternativas de fornecimento de motores junto a unidades da Toyota em outros países, com o objetivo de retomar a produção de veículos nas plantas de Sorocaba (SP) e Indaiatuba (SP).
Por esse motivo, no dia de ontem a Toyota iniciou tratativas com os sindicatos em busca de alternativas que visem à manutenção dos empregos dos colaboradores das três unidades produtivas. As propostas serão apresentadas a partir de hoje, para votação nos próximos dias e, assim que aprovadas, serão aplicadas de forma emergencial.
Mesmo diante desse cenário desafiador, a Toyota do Brasil segue confiante na superação de todos os obstáculos para uma rápida recuperação de suas atividades de produção de motores e veículos no país”.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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