Economia
‘Taxa das blusinhas americana’: EUA suspendem isenção de impostos para pacotes de baixo valor
Trump amplia ‘taxa das blusinhas’ nos EUA e encarece produtos chineses
A partir desta sexta-feira (29), todos os pacotes comerciais enviados aos Estados Unidos com valor de até US$ 800 passam a ser taxados. Antes, esse tipo de remessa entrava no país sem cobrança de impostos.
A nova regra vale para remessas enviadas fora da rede postal internacional e se aplica a produtos de todos os países.
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Até então, esses pacotes eram beneficiados pela regra chamada de “minimis”, que permitia a entrada de mercadorias de baixo valor sem tarifas. Agora, eles passarão a pagar todos os impostos e taxas aplicáveis, como qualquer outra importação.
A medida lembra a chamada “taxa das blusinhas”, criada no Brasil em 2023, quando o governo passou a cobrar 60% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, antes isentas.
O objetivo foi ampliar a arrecadação e equilibrar a concorrência entre varejistas nacionais e plataformas estrangeiras de e-commerce, como Shein, Shopee e AliExpress.
Nos EUA, segundo a Casa Branca, a suspensão da isenção tem três objetivos:
Combater o tráfico de drogas, especialmente o fentanil, que estaria entrando no país por meio de remessas pequenas.
Evitar fraudes e contrabando, já que, segundo o governo, pacotes de baixo valor são usados para esconder substâncias ilegais.
Corrigir desequilíbrios comerciais, principalmente com países como China, México e Canadá, que enviam grandes volumes de produtos baratos aos EUA.
Esses argumentos sustentam a decisão, que integra um conjunto de ações vinculadas a emergências nacionais já declaradas.
De acordo com o governo americano, haverá um período de transição de seis meses, no qual os remetentes dos serviços postais podem optar por pagar uma taxa fixa de US$ 80 a US$ 200 por pacote, dependendo do país de origem.
Após esse período, todos os pacotes passarão a ser tributados apenas pelo modelo proporcional.
Entre 2015 e 2024, o número de pacotes de baixo valor recebidos pelos EUA saltou de 134 milhões para mais de 1,36 bilhão por ano. Atualmente, a alfândega americana processa mais de 4 milhões desses pacotes diariamente.
Empresas como Shein e Temu, que vendem produtos baratos diretamente da Ásia, foram grandes beneficiadas pela isenção. No entanto, desde maio, quando os EUA passaram a cobrar impostos de pacotes vindos da China e de Hong Kong, o volume de remessas aéreas da região caiu 10,7%.
Em 2024, esse tipo de remessa respondeu por 55% das mercadorias enviadas da China para os EUA por via aérea — em 2018, era apenas 5%.
Em julho, ao anunciar a medida, o senador republicano Jim Banks, de Indiana, elogiou o fim da isenção: “Por muito tempo, países como a China inundaram nossos mercados com importações baratas e isentas de tarifas.”
Temu e Shein
Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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