Economia
Tribunal dos EUA nega pedido de Trump para afastar diretora do Fed
Montagem mostra Lisa Cook e Donald Trump
SAUL LOEB and ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
O Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Circuito do Distrito de Columbia negou nesta segunda-feira (15) o pedido de Donald Trump para afastar Lisa Cook, diretora do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.
Este é o mais recente capítulo de uma batalha judicial que ameaça independência do Fed: pela primeira vez desde a criação da instituição, em 1913, um presidente tenta remover um diretor do cargo.
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Na prática, a decisão do tribunal permite que Cook participe normalmente da reunião de política monetária do Fed, marcada para esta terça (16) e quarta-feira (17). A expectativa é que o banco central reduza os juros dos EUA, diante de um mercado de trabalho em desaceleração.
O Tribunal de Apelações rejeitou o pedido do Departamento de Justiça de suspender temporariamente a ordem de um juiz que impedia Trump de remover Cook, indicada pelo ex-presidente democrata Joe Biden. A gestão Trump deve recorrer da decisão à Suprema Corte dos EUA.
A juíza distrital dos EUA, Jia Cobb, decidiu em 9 de setembro que as alegações de Trump de que Cook teria cometido fraude hipotecária antes de assumir o cargo — o que ela nega — provavelmente não constituem motivos suficientes para sua remoção, conforme a lei que criou o Fed.
Ao criar a instituição, o Congresso incluiu mecanismos para proteger o banco central de interferência política. Pela lei, seus diretores só podem ser demitidos por um presidente “por justa causa” — termo que não é definido e não possui procedimentos claros. Nenhum presidente jamais exerceu esse poder, e a lei nunca foi testada nos tribunais.
Cook, a primeira mulher negra a ocupar um cargo de governadora no Fed, processou Trump e o banco central no final de agosto. Ela afirmou que as alegações não dão ao presidente autoridade legal para removê-la e seriam apenas um pretexto para demiti-la por sua postura em política monetária.
A administração Trump afirmou que o presidente possui ampla liberdade para decidir quando remover um diretor do Fed e que os tribunais não têm autoridade para revisar essas decisões.
O caso tem implicações para a capacidade do Fed de definir juros sem se submeter à vontade de políticos, algo considerado crucial para que qualquer banco central funcione de forma independente e cumpra funções como controlar a inflação.
Neste ano, Trump exigiu que o Fed cortasse juros de forma agressiva, criticando o presidente do banco, Jerome Powell, pela condução da política monetária. O Fed, focado no combate à inflação, não atendeu às demandas, embora seja esperado que faça um corte nesta semana.
Trump diz que há pessoas ‘muito boas’ para substituir Lisa Cook no Fed
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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