Economia
Trump adia para novembro tarifa de 25% sobre caminhões e inclui modelos de porte médio
O presidente dos EUA, Donald Trump, em imagem de 30 de setembro de 2025
Ken Cedeno/Reuters
O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (6) que todos os caminhões médios e pesados importados pelos Estados Unidos passarão a ser taxados em 25% a partir de 1º de novembro.
A medida marca uma nova etapa nos esforços de Trump para proteger as empresas americanas da concorrência estrangeira. No mês passado, ele havia afirmado que as importações de caminhões pesados enfrentariam novas tarifas a partir de 1º de outubro, sob o argumento de segurança nacional.
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Segundo o republicano, a medida busca proteger os fabricantes da “concorrência externa desleal” e beneficiaria empresas como Peterbilt e Kenworth, da Paccar, e Freightliner, da Daimler Truck.
Conforme acordos comerciais firmados com o Japão e a União Europeia, os Estados Unidos concordaram com tarifas de 15% sobre veículos leves, mas ainda não está definido se essa alíquota valerá também para modelos de maior porte.
O governo Trump também permitiu que os produtores deduzissem o valor dos componentes fabricados nos EUA das tarifas pagas sobre veículos leves montados no Canadá e no México.
Os modelos de maior porte abrangem caminhões de entrega, de lixo e de serviços públicos, além de ônibus urbanos, escolares e de transporte. Também incluem caminhões articulados, semirreboques e veículos industriais de grande peso.
A Câmara de Comércio dos EUA solicitou anteriormente ao Departamento de Comércio que evitasse a imposição de novas tarifas sobre caminhões, destacando que os cinco principais países de origem das importações — México, Canadá, Japão, Alemanha e Finlândia — “são aliados ou parceiros estratégicos dos EUA e não representam ameaça à segurança nacional”.
Impactos da medida
O México é o principal fornecedor de caminhões médios e pesados para os Estados Unidos. Um estudo divulgado em janeiro indicou que as importações desses veículos triplicaram desde 2019, totalizando atualmente cerca de 340 mil unidades, de acordo com dados do governo.
De acordo com o tratado comercial da América do Norte (USMCA), caminhões médios e pesados podem ser isentos de tarifas se ao menos 64% do seu valor tiver origem na região — seja em componentes como motores e eixos, em matérias-primas como o aço ou na mão de obra utilizada na montagem.
As tarifas também podem impactar a Stellantis, empresa controladora da Chrysler, que fabrica caminhões pesados da marca Ram e vans comerciais no México. A empresa vinha fazendo lobby junto à Casa Branca para evitar tarifas elevadas sobre seus caminhões fabricados em solo mexicano.
O Grupo Volvo, da Suécia, está investindo US$ 700 milhões na construção de uma fábrica de caminhões pesados em Monterrey, no México, com início das operações previsto para 2026.
Segundo a Administração de Comércio Internacional dos Estados Unidos, o país abriga 14 fabricantes e montadoras de ônibus, caminhões e cavalos mecânicos, além de duas fábricas de motores.
O México abriga 14 fabricantes e montadoras de ônibus, caminhões e cavalos mecânicos, além de duas fábricas de motores, segundo a Administração de Comércio Internacional dos EUA.
O país se opôs às novas tarifas, afirmando ao Departamento de Comércio em maio que todos os caminhões mexicanos exportados aos EUA contêm, em média, 50% de componentes norte-americanos, incluindo motores a diesel.
No ano passado, os EUA importaram quase US$ 128 bilhões em peças de veículos pesados do México, o que representou aproximadamente 28% do total das importações americanas, segundo dados do governo mexicano.
Trump telefona para Lula e líderes discutem tarifas
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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